Conto de Fadas



Mundo verde ilusório, situação travada
Cada segundo deste caos não adianta de nada
Conspiração interna, alma tão devastada
Acordei de coma, olhei para os céus, e vi que minha vida estava toda errada.

Espasmos psicológicos, me tomando o controle
Devorando cada demônio vivo em meu horizonte
Destruindo aos poucos meu Inferno de Dante
Onde cultivava a dor, alma padecia, trazendo a memória de um Ágar Sangue.

Meu peito criara uma ilusão,
Acabei privado de satisfação.
Mas meu coração derramou suas mágoas
Vou até o fim neste conto de fadas.

Criação tão complexa, limites infinitos,
Deixando um rastro de demolição, de corações partidos,
Sempre mascarando, os meus desejos íntimos,
Ignorando a presença da esperança de viver meu sonho e ter o meu rosto sorrindo.

Chame de sensatez, ou autoproteção,
Construir ilusões, programar uma vida para fazer um amor ser em vão.
Consciência estúpida, buscando a imensidão,
Trazendo o vazio para a alma e deixando de lado a paixão.
Minha mente criara uma ilusão,
Acabei privado desta paixão.
Mas meu coração derrubou muralhas,
Quero remontar meu conto de fadas.

O céu vermelho no pôr-do-sol acende o fogo do querer,
Meu peito, escuro, cego, volta a brilhar, volta a ver.
As tortas colinas distantes enfeitam o azul do mar,
Meu coração sobrepõe-se a mente e decide te amar.

Meu coração tomara uma decisão,
Acabei privado de toda chateação.
Meu corpo e minha mente não criam mais nada,
Contigo quero viver meu conto de fadas.

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