Desalentos

Teus olhos lindos brilham com a dor incessante
Afogados em lágrimas, vazios e tão distantes
De tanto segurar, no peito a dor aflora
Sente no fundo o medo do mundo lá de fora

Não sou capaz de encontrar minha paz
Ao ver teus olhos inundaram uma vez mais
Imersos em tristezas e decepções
Que sugam todas tuas certezas e razões


Mesmo com consciência que todos sentimos
A dor e a angústia, coisas que omitimos
Não posso ignorar, não consigo ficar
Nem mesmo um segundo, sem me preocupar

Então pare de chorar
Comece a viver
Sinta o meu amar
E o dia a chover

Então pare de chorar
Comece a sentir
Todo o meu amor
E passe a se permitir


E enfim por uma vez, sinto me alegrar
Ao ver teus olhos enxutos, voltarem a brilhar
Com toda a certeza de nossa paixão
Transfigurando em versos o nosso coração

Posso então sentir teu doce respirar
Com meus braços envoltos, buscando te abraçar
Cada momento dura uma eternidade
Em que eu ignoro toda a calamidade

Sendo assim me mostro de grande compaixão
De imensa empatia, e também disposição
Para sempre evitar que toda a tristeza
Se instaure em teu peito, e traga incerteza

Então volte a sorrir
Faz teu peito enxergar
A vida tão feliz
Com o coração a amar

Então volte a sorrir
E se deixe abandonar
Tudo que há de ruim
Que a vida faz lembrar

Então se deixa libertar
De toda essa dor
Desse imenso ardor
Que insiste em te atormentar

Então me deixa te ajudar
Me deixa te amar
Me dá a permissão
Pra plantar em teu peito essa paixão

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