Egoísmo
Peito apertado, amargurado, afogado em um mar de idas e vindas que chamam de sentimentos. Uma alegria condecorada com o amargo sabor se solidão. Infortúnia a sensação de felicidade, quando confiou a mim tuas últimas palavras. Ninguém sabia, ninguém saberia, apenas eu. Era incrível ver os raios dourados da alegria de ter tua confiança definhar em destoante harmonia pelo teu suspiro de paz.
Inesgotável culpa por não ter dito nada. Por não ter feito nada. Só pude ouvir e sentir empáticamente teu desalento. Tua tormenta te suga pra um lento e destoante fim, tragando junto minha razão.
Egoísta como sou, deveria ter pensado em algo que mantesse você aqui. Não fui capaz de deturpar teu definhar, vi você afundar na imensidão negra das dores do mundo. Meu egoísmo deveria te salvar. E agora a única razão pela qual eu seguia vivendo se mostra amedrontada pelo teu lento evanescimento. Não quero viver sem meu maior problema. Não quero sentir medo do meu maior pesadelo. Mas quero ser egoísta uma única vez, pra poder, por mim, te tirar da escuridão.
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