Militância


Comoção universal,
Mundo oportunista
Até fatalidades hoje são motivos,
São premissas,

Para fabricar dinheiro
Sobre a emoção
De quem perdeu familiares
Na queda de um avião

Mídia alienada,
Povo sabe de nada
Quem acompanha o jornal da Globo
Não sobe nem mesmo um degrau da escada

TV imparcial,
É sonho, não real
Onde se prega, pouco a pouco,
A segregação racial

Tu vês por todo lado
O povo alienado
Abraçando os jornais
Que escondem o roubo no senado

Enquanto a mãe chora,
E a família entra em luto
A massa alienada
Continua elegendo o corrupto

Imerso no meio escroto
Da manipulação vil
Desvio a rota de mim esperada
Como Cabral fez, aqui para o Brasil

Lá fora o mundo clama
Por um segundo de paz
Neste mundo de horrores
Cada alma boa jaz

Cada dia mais suja
A massa ignorante
Desce mais um nível,
Chegando no fundo do lendário Inferno de Dante

Adolescente chora
Pensando ter problema
Tendo tudo que quer, sem nem chegar perto
De ver do mundo, a gangrena

Em redes sociais
Faz um grande discurso
Mas na vida real não dá um centavo
Para mudar o cenário injusto

E depois vai na igreja
Pedir para o Senhor
Piedade divina,
Pois não passa de um pecador

Santa hipocrisia
Queima a tua razão
Assim como católicos fizeram com as bruxas
Durante a inquisição

Silenciosa guerra
Por quem proclama paz
Faz do mundo cobaia, como os foram os judeus
Nas terríveis câmaras de gás

Não vai ser tua ciência,
Nem tua religião
Que vai pôr em teu peito a filosofia
Da ética de um bom cidadão

Cabe a você mesmo
Observar o mundo
E ver com muito medo
Que o buraco é fundo.

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