Paradoxo
Ontem acordei e pude ler
Naqueles comuns jornais rasgados
E num instante de clareza eu pude entender
Meu interno paradoxo ao estar ao teu lado
Um sorriso tão doce que só faz me encantar
E um olhar discreto que está sempre a me encarar
Talvez a pele pálida, macia como a flor
Trouxe pra minha alma esta incessante dor
A ilusão tão boa de talvez tu me amar
Incita no meu corpo um constante delirar
Não há razões concretas pra seguir acreditando
Que teria o prazer de tu estar me amando
Hoje acordei e pude então ouvir
Das vozes distorcidas deste programa de rádio
E em poucos instantes vi minha clareza cair
Toda a incerteza é, de um drama cliché, um plágio
A cativante simpatia não é nada além de compostura
A minha ilusão de outrora só agravara esta minha agrura
Talvez tenha esquecido, que naquela antiga flor
Tenha uma imensidão de espinhos, que só existem para causar dor
A ilusão que dói, de tu nunca me amar
Incita em minha mente, a sensatez a definhar
Não há razões concretas para assim eu seguir
Apenas acreditando que não vamos nos unir
O paradoxo imortal
A insanidade surreal
Decidir por qual ilusão
Meu peito vai sofrer, em vão
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