Platônico


O céu azul anil padeceu.
Momento de angústia,
Da escuridão nasceu.
Sentir, já não sentia.
Morrer não parecia,
Justo sem olhar para o olho teu.

O frio atordoante então chegou.
E dentro do meu peito,
Grande temor despertou.
Mas olha, quem diria,
Que nesta pobre vida,
Veria o brilho do sorriso teu.
Não sei ao certo o que é certo,
Não sei o que foi descoberto.

É meu peito que te chama,
E a chama me consome.
Um coração que te ama,
E que grita por teu nome.

São os meus olhos atentos,
Que prezam teu caminhar,
Para corrigir teus erros,
Antes mesmo de errar.

Não sei a data, nem o dia,
Não sei quando achei a alegria.

No dia tão escuro como o breu,
Sentimento improvável,
O meu peito estremeceu.
Jamais acertaria,
Que toda a agonia,
Não era fruto de um ato meu.

No eclipse sagrado aconteceu,
Como num conto de fadas,
Nosso beijo aconteceu.
Mas eu nunca diria,
Que tudo que eu queria,
Era sentir o gosto do beijo teu.

Não sei quando foi que aconteceu,
Quando meu coração se tornou só seu.

Imprudente, minha mente clama,
E sem razões pelo teu nome chama.
Não vou viver sozinho esse drama,
Quero perder contigo os dias da semana.

E mesmo sem saber da sua existência,
Admiro cada detalhe da tua essência.
Indiscutivelmente, a minha consciência,
Decretou, por ti, amor sem procedência.

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