Reflexão
"Por que aqui ainda estou?"
Barulhos ríspidos aos ouvidos agora cercavam a minha cela.
"Não é nada além do vento batendo contra as árvores lá fora" Repetia eu para mim mesmo como forma de conforto.
A tempestade chegara, e eu não estava preparado.
Agora, porém, eu havia entendido: Esta prisão é a Minha Prisão, a prisão que a minha alma submeteu-se. Criada pela tristeza gerada perante àquelas respostas àqueles sentimentos carinhosos e felizes àquela pessoa.
Esta prisão agora, com esta tempestade, era meu local de reflexão. Um refúgio. Escutando ainda os gritos e urros, os sussurros irreconhecíveis e os ásperos barulhos, eu entrara em transe, buscando uma salvação.
Confira o precursor espiritual deste texto: Tempestuosa Inocência.
Confira o sucessor espiritual deste texto: Mundo.
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