Yin Yang


Com a mente distante e a alma vazia,
Contava cada estrela enquanto ouvia a melodia,
Entoada pelos ventos, a grande sinfonia,
Trazia para o mundo uma forte ventania.

Em meio ao turbilhão, ao caos pessoal,
O que será o bem? O que será o mal?

Um vazio infinito, tão sombrio e retumbante,
Encontra no meu peito, um final interessante.
Foi aquela linda moça, dos olhos estonteantes,
Que fez meu coração voltar, então, a ser pulsante.

Em meio ao turbilhão, desfiladeiro emocional,
Você será o bem? Você será o mal?

Em cada beco escuro, eu insisto em escutar
O seu canto, tão doce, que insiste em me acalmar.
Então em um segundo, começo meu definhar,
Noto que nunca te esqueço, noto que só sei te amar.

Em meio ao turbilhão, não sei o que é real.
Este amor será o bem? Este amor será o mal?

Sou uma pena leve voando ao leu,
Sou uma nuvem escassa no imenso azul do céu,
Sou uma alma à deriva em barco de papel,
Sou eterno amante do simbolismo do anel.

Em meio ao turbilhão, sem nem pensar no final,
Este sonho será o bem? Este sonho será o mal?

Imagine o tamanho desse sentimento,
Que inundou meu corpo, e afogou meu desalento.
Especial, para sempre, vai ficar aqui dentro,
Guardada aqui no peito, deste ser tão imperfeito.

Em meio ao turbilhão, um ser especial,
Será que vem para o bem? Será que vem para o mal?

Com tanta inconsistência deste pobre sofredor,
Deixo-te um recado, meu incrível e doce amor.
Não sei quando meu peito, já não mais sentia dor
Mas sei que foi você o anjo, que, as minhas feridas, curou.

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